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25 de Abril na vila, sempre!

por José Henrique Cunha, em 25.04.12

A Assembleia Municipal de Guimarães decidiu alterar o figurino da comemoração do 25 de Abril com a realização de uma Sessão Comemorativa, a realizar anualmente pelas escolas do concelho, com a presença e intervenção de representantes dos partidos com assento naquela assembleia.

É sempre de louvar esta iniciativa, simbolicamente, descentralizadora e ainda mais pelo facto de Caldas das Taipas ter sido a anfitriã desta iniciativa.

 

Apesar de arredado dos muitos eventos realizados “na terra onde a lua fala”, aproveito para felicitar todos quanto têm dado corpo a estas iniciativas e todos quanto darão nas futuras, assisti a esta sessão comemorativa do 25 de Abril realizada no espaço multiusos da Escola Secundária das Taipas.

 

Dos seis discursos, apreciei o da CDU e PSD pela voz de, respectivamente, Cândido Capela Dias e Constantino Veiga. Particularmente o de Constantino Veiga pela subtileza da mensagem mas não menos assertiva.

Cândido Capela Dias num registo mais macro dissertou sobre a infeliz realidade económica e social que nos assola. Apesar de não concordar com a filosofia e ideologia politica que sustenta a radiografia tirada à sociedade portuguesa, é impossível não concordar com muito do que por ele foi dito.

 

Constantino Veiga surpreendeu-me pela positiva pela subtileza da mensagem que com certeza indispôs António Magalhães e seus prosélitos.

Em suma, Constantino Veiga quis evidenciar o facto que, num regime democrático, não é admissível a Câmara Municipal de Guimarães querer-se sobrepor a vontade do freguês, o qual, num escrutínio democrático, não quis deixar "entrar pela porta principal" o que a edilidade "quer impor pela janela". Demonstrou maturidade ao conseguir enquadrar a mensagem que pretendia transmitir, e partilhada por muitos taipenses, num ambiente comemorativo do 25 de Abril.

 

Imaturidade, própria de que quem não percebe a dimensão do lugar que ocupa nem a dimensão da instituição que representa, demonstrou Luís Soares, representante do Partido Socialista nesta comemoração, que, num improviso ao discurso escrito, quis fazer política num acto solene, quando tentou explorar uma discrepância, segundo ele, do PSD local face ao Governo quanto à reforma da Administração local que se encontra em discussão. Com ou sem razão, esta perversão do exercício de funções, políticas e actos solenes, coloca mal a estrutura do PS local como lhe fica mal particularmente.

 

Após esta cerimónia desloquei-me até o auditório dos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas para assistir, infelizmente já à parte final, ao espectáculo “as vozes em liberdade”. Uma interpretação de músicos taipenses, iniciativa inserida na programação do espaço cultural dos Banhos Velhos e coorganizado com o Núcleo de Estudos 25 de Abril e o Movimento Artístico das Taipas.

 

Relembrei-me que o auditório dos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas é um espaço com condições fantásticas, e muito bem localizado, para fazer face às necessidades culturais, lúdicas, e de convívio, que a vila precisa. Dei comigo a perguntar, porquê gastar dinheiro em estruturas, algumas faraónicas, para satisfazer o umbigo de alguns?

 

Quando não temos engenho ou dinheiro para assear um vaso não vale a pena gastar mais dinheiro em flores. Com vontade política o auditório dos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas estaria, há muito, em perfeitas condições!

 

Falta mais uma “intervençãozinha” de gabinete.

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José Henrique Cunha

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