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Ainda o lar de idosos

por José Henrique Cunha, em 05.06.09

Ao ler as entrevistas, publicadas no jornal REFLEXO, de Armando Marques, tesoureiro do actual executivo da Junta de Freguesia e de Carlos Remisio de Castro, actual presidente do Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa, uma coisa me parece evidente: alguém está a mentir com quantos dentes tem na boca ou alguém tentou vender aquilo que não podia?

Armando Marques diz:

Temos que o dizer abertamente: tentaram impedir, até à última, que a junta fizesse o negócio. A pressa de aparecerem os cartazes não era nossa, tanto não era que não colocámos nenhuns, não gostamos de andar a pendurar pessoas. (...)

 

(...)não foi num mês (negócio da Pensão Vilas) como agora alguns querem fazer passar. Demorou anos a negociar e as pessoas que negociaram com a junta estão aí para o comprovar.

Carlos Remisio Castro diz:

Infelizmente inviabilizou (Constantino Veiga) um negócio que era bom para a freguesia. O CSPMJS tinha o edifício da Pensão Vilas praticamente comprado, por 300 mil euros. (...)

 

(...)No dia anterior foi pago o IMT da escritura. E o Presidente da junta foi oferecer 350 mil euros.

 

A mentira tem perna curta e com certeza novos factos virão a lume para nos esclarecer sobre esta história.

 

Carlos Remisio Castro, quando confrontado quanto à politização do Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa, sem pejo, tem as seguintes respostas:

 

RFX: Considera então normal que uma candidatura política – seja de que quadrante for - possa envolver o centro na sua campanha?

CRC: Acho normal. Eu próprio, enquanto presidente da junta, estive envolvido na criação do CSPMJS que apoiei e desenvolvi.

RFX: Quando um candidato diz que “nós conseguimos resolver a situação”, não se sente um pouco ultrapassado, enquanto instituição?

CRC: Eu entendo isso como uma pessoa que está de facto interessada no desenvolvimento da terra e que está determinada em pegar em questões que estão paradas e de que a terra precisa.

 

E quando questionado sobre a utilização de documentos internos do próprio CSPMJS na propaganda da candidatura socialista Por Amor às Taipas, afirma o seguinte :

 

Todas as ajudas que vierem, sejam da CDU, do PSD, do BE… não tenho problema absolutamente nenhum. Se as pessoas que nos ajudaram, se as pessoas que estiveram connosco, que se envolveram connosco, que arriscaram connosco, que foram connosco junto da Câmara, que pressionaram a Câmara, que sensibilizaram a Câmara, nos pedirem documentos que suportem a veracidade das declarações deles, … perfeitamente.

 

Ética e sentido de responsabilidade é coisa que não tem existido neste dossier do lar de idosos, de parte a parte. Façam lá um, dois ou até nenhum lar de idosos, mas façam as coisas com dignidade sem embarcarem nesta política de sarjeta ao instrumentalizar associações da Vila, sem brincar com a legítima expectativa das pessoas em verem edificada uma estrutura social que lhes possa vir a dar apoio na sua terceira idade.

 

Caldas das Taipas não sai dignificada com esta forma de fazer política, nem saírá a ganhar quando uma obra de cariz social, como é o caso do lar de idosos, é utilizada desta forma, como arma politica entre os dois partidos políticos mais representativos da nossa Assembleia de Freguesia.

 

Considero inaceitável que PS e PSD extremam de tal forma as posições acabando por inviabilizar o consenso necessário entre a Junta de Freguesia e o Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa. Como se já não nos bastasse, o facto de António Magalhães e Constantino Veiga andarem de candeias às avessas.

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José Henrique Cunha

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