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CEC 2012 e Taipas Turitermas. Passado e futuro

por José Henrique Cunha, em 10.12.08

Segundo Kirsty Connell, responsável do projecto Liverpool 2008 – Capital Europeia da Cultura 2008 , a experiência que Liverpool retirou do evento é globalmente positiva. Os dados já disponíveis mostram que o parque hoteleiro registou uma taxa de ocupação de 81,1% e um aumento do número de visitantes em 30%, dos quais 25% fizeram-no pela primeira vez. Ou seja, continuou, mais de 10 milhões de pessoas assistiram a pelo menos um evento cultural desde Janeiro.
Outros ganhos, menos mensuráveis, são fundamentais para a cidade: Liverpool 2008 teve uma audiência potencial média de 800 milhões de pessoas, o que equivale a 97,5 milhões de euros em publicidade nos média.
A capital europeia da cultura permite celebrar a identidade cultural de cada cidade e constitui uma plataforma de reposicionamento da cidade, uma alavanca para a recuperação urbana e uma oportunidade para o turismo. Tanto que Liverpool prepara já um plano para o pós-2008, apostando em anos temáticos, como o mar, a herança da cidade, o ambiente ou inovação. Esta estratégia para o turismo foi traçada para o horizonte de 2020 e identifica a cultura como principal catalisador. Notícia Vida Económica online.

Em Guimarães, para receber a Capital Europeia da Cultura, vários projectos estão em lançamento. Um deles é o CampUrbis, que prevê a requalificação da antiga zona industrial de Couros. O projecto está orçado em cerca de 30 milhões de euros, com conclusão prevista em 2012 e envolve uma área de 10 hectares.

 

Numa entrevista concedida ao Vida Económica, António Magalhães, Presidente da Câmara Municipal, anúncia que Guimarães pretende afirmar-se como centralidade cultural e turística. Segundo este, em 2012, Guimarães será a capital europeia da cultura. Até lá, a cidade pretende afirmar-se como centralidade cultural e turística, dotada de instituições fortes e activas e de capacidades para atrair indústrias criativas e continua dizendo que a designação de Guimarães como Capital Europeia da Cultura em 2012 vai concretizar um programa de grande dimensão. Tem duas componentes fundamentais: a reabilitação urbana com instalação de novos equipamentos, e a realização de um conjunto de eventos culturais. Na primeira, salientamos a nova centralidade de Silvares e a expansão do Parque da Veiga, a intervenção urbanística no centro da cidade, a nova feira semanal, a instalação de um conjunto de empresas e centros de investigação das novas tecnologias em parceria com a Universidade do Minho, criando num espaço central um novo Campus universitário, a requalificação do Largo do Carmo e do antigo Mercado, a nova extensão do Museu Alberto Sampaio, a edificação de um Centro de Arte Contemporânea e da Casa da Memória. Na segunda componente, o programa está em elaboração, corresponderá ao melhor da intervenção cultural europeia.

A propósito da Capital Europeia da Cultura, António Magalhães tem uma certeza, Guimarães afirmar-se-á como centralidade cultural e turística, dotada de instituições fortes e activas e de capacidades para atrair indústrias criativas. É a melhor oportunidade das últimas e próximas décadas.

 

Poucas palavras para fora da cidade! O Plano e Orçamento de 2009 é aliás bem sintomático da abordagem deste executivo camarário sobre o investimento proporcionado pelo projecto Capital Europeia da Cultura 2012 (CEC 2012). Não há qualquer aproveitamento sistémico para as freguesias desta oportunidade ímpar que representa a conjugação destes dois factores: CEC 2012 e QREN 2007/2013.

 

Fala-se de uma candidatura da Taipas Turitermas ao QREN 2007/2013, mas pouco ou nada se sabe, para já é um mero anúncio de intenções bem ao jeito de uma época de eleições autárquicas que se avizinha.

Evidente é o declínio das Termas no que diz respeito a equipamentos e com a prestação de um serviço focado, na sua grande maioria, à terceira idade e portanto totalmente insuficiente para relançar o quer que seja em termos de Vila Termal. Outra evidência é a degradação do Parque de Campismo, propriedade da Taipas Turitermas. Evidente é o subaproveitamento das piscinas no parque da Vila e não menos verdade é o investimento residual no parque de lazer, neste momento sem usufruto do rio que o abraça e com infra-estruturas sem um traço de modernidade que os tempos exigem.

 

Não se vislumbrou neste últimos três anos, altura em que a Câmara Municipal de Guimarães e Partido Socialista poderiam amealhar pontos em contra peso com o mandato do PSD na Junta de Freguesia, qualquer iniciativa de relevo ou um esboço de uma estratégia global para o relançamento de todo o património que esta cooperativa detém com consequente benefício, em particular, para Caldas das Taipas e de um modo geral para o concelho.

 

Não podemos ter certezas do futuro só com a análise do passado, mas conhecer o passado é importante e este está recheado de intenções não concretizadas e outras arrastadas ao longo de quase 20 anos. No mínimo, o passado é pouco abonatório para a Câmara Municipal de Guimarães e para o Partido Socialista no que toca a investimento para o desenvolvimento do Turismo, entre outras áreas, desta Vila e políticas que visam o bem estar dos seus habitantes.

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José Henrique Cunha

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