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Assistiu-se a mais um episódio deprimente na última sessão ordinária da assembleia de freguesia. Não percebem (ou não querem) a dimensão do lugar que ocupam nem a dimensão da instituição que representam.

 

Sobre a moderação da assembleia de freguesia já tive aqui oportunidade de dizer o que penso, o mesmo acontecendo sobre alguns membros da mesma que transitaram do último mandato.

 

Fico triste que pessoas como João Manuel Ribeiro, membro do partido socialista, se deixem usar como “lebre” para puxar de temas absolutamente laterais. Vir para uma Assembleia de Freguesia pedir explicações, com a agravante de o fazer de forma muito superficial e mal preparada, sobre a entrada na junta de freguesia de uma reclamação de um freguês contra a vogal Sandra Lopes é manifestamente não perceber a dimensão do lugar que ocupa nem a dimensão da instituição que representa.

 

Entristece-me também ver pessoas dignas e detentoras de sabedoria, no caso o presidente da mesa da assembleia, Pedro Martinho, e o líder da bancada socialista, Ricardo Costa, envolverem-se numa “peixeirada”, com o último a perder as estribeiras respondendo à letra.

Neste ponto não posso deixar de relembrar o que disse sobre a presidência da mesa da assembleia

Quem beneficia com estes episódios? Ninguém. Pior, criam-se inimizades que no futuro constituirão entrave ao desenvolvimento da nossa vila.

 

Os membros do partido socialista perderam totalmente o respeito ao presidente da mesa, porque este fragilizou a autoridade necessária para assegurar o regular funcionamento das sessões e presidência dos seus trabalhos, e os primeiros desde a campanha eleitoral das últimas autárquicas que deixaram implicitamente claro o que representa para eles o respeito pelo normal funcionamento das instituições.

Se já era penoso assistir a algumas sessões, antevejo que doravante será um suplício, a não ser que os intervenientes se sentem à mesa e acertem um modus operandi.

 

O público queixa-se da rigidez do regimento. Não me parece que seja rígido, parece-me sim haver público que não sabe ocupar o seu lugar. Também na última assembleia assistiu-se a uma intervenção que mais pareceu um manifesto político do partido socialista. Digo manifesto porque até levava um documento escrito e tudo!

 

Por fim a reforma da administração local.

Este tema não mereceu uma única palavra das bancadas políticas representadas na assembleia de freguesia. Deveriam o ter feito no ponto dois da ordem de trabalhos. Afloraram no final da sessão a possibilidade de efectuar ou não uma sessão extraordinária sobre o assunto.

Sessão extraordinária para quê? Cinquenta minutos do ponto dois não eram suficientes para explanar ideias e assumirem as posições?

Pelas declarações de alguns “políticos” cá do burgo, está bom de ver que não querem assumir posições que possam ferir as orientações políticas do seu partido. Preferem esconder-se atrás das fragilidades do documento verde.  

 

Como intitula o último livro de Mário Soares: “Um político assume-se”.

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José Henrique Cunha

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