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Eu também votaria desfavoravelmente

por José Henrique Cunha, em 30.09.11

Oscar Wilde dizia: “Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho a certeza”.

 

Isto vem a propósito do polémico aumento de capital discutido e votado na última Assembleia Municipal de Guimarães. Deixem-me dizer que, especificamente neste aumento de capital, eu também votaria contra. Especificamente neste aumento de capital que visa apoiar, segundo Domingos Bragança, um investimento de quatro milhões de euros destinados a recuperar o património gerido pela Taipas Turitermas e que conta com uma comparticipação de 70 por cento.

 

Antes de dizer porque votaria contra, pergunto-me se os projectos apresentados, para intervir numa zona de capital importância para a vila e taipenses, tiveram o apropriado escrutínio e auscultação fora do actual círculo que apoia e rodeia os actuais decisores da cooperativa e Câmara Municipal de Guimarães?

 

Porque votaria contra?

Por nenhuma razão político-partidária. Deixo isso para a actual elite cá do sítio. Votaria contra porque não concordo com os projectos, apresentados pela Taipas Turitermas, que visam a requalificação de algumas infra-estruturas do parque de lazer, nomeadamente o ringue e piscinas. Penso que o desenvolvimento turístico da vila não passa por betão, ringue coberto no meio de um parque natural ou piscina coberta xpto.

 

Passa antes, na minha opinião, em ampliar e renovar a oferta turística natural e com relevância paisagística naquela zona do parque e rio.

Obras nas piscinas e ringue sim, mas de todo, gastar milhões em obras de volumetria despropositada e com impacto económico-financeiro muito incerto.

 

Caldas das Taipas tem um recurso natural que nenhum outro centro urbano do concelho tem. Tem uma margem à beira rio, de valia incalculável, onde se poderia desenvolver uma zona de lazer, com fruição no verão e inverno para todos os habitantes desta região bem como os turistas que visitam a sede do Concelho. A gastar milhões era aí que eu gastaria.

 

Estarei errado? Ok, mas não compro bilhete para ver um espectáculo que não gosto. Portanto não me venham com essa ideia prosaica, que serve alguns interesses políticos, de que mais vale este investimento do que nenhum e quem está contra está contra o desenvolvimento da vila.

 

Quanto à questão política, esta relação nauseabunda entre Câmara Municipal de Guimarães e Taipas Tutitermas, como já se percebeu há muito tempo, não trará benefícios políticos a ninguém!

Desenganem-se senhores socialistas cá do burgo. Ou muito me engano, mas podem fazer as obras que quiserem via Taipas Turitermas, se não respeitarem os taipenses, as próximas autárquicas ensinar-vos-ão mais uma lição.

 

Já agora! A requalificação urbanística do centro da vila, que o senhor presidente da Câmara Municipal de Guimarães apoiou na última campanha eleitoral para as autárquicas, deixou de ser uma prioridade? 

Será que a Junta de Freguesia não fez o seu trabalho de casa? Ou o projecto está numa qualquer gaveta?

 

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3 comentários

De José Maia Freitas a 30.09.2011 às 16:22

Viva Henrique,

Até compreendo e respeito que para uma mesma situação existam diferentes opiniões e interpretações, pois nem todos temos a mesma visão e perspectiva do que nos rodeia. Contudo custa-me muito a compreender quando algumas destas opiniões são sustentadas em factos que não são verdade e depois re-fundamentados e contextualizados falando apenas em meias verdades, já para não falar da tentativa final de dar a todo o suor e trabalho realizado pelos colaboradores e direcção da Cooperativa Taipas-Turitermas um cunho meramente de acção política…


Indo por partes.

Tem havido, por parte da direcção da Cooperativa Taipas-Turitermas, uma grande preocupação em exercer uma gestão transparente, aliás, transparente como eu nunca vi em qualquer empresa pública ou associação aqui da região (da Junta nem vale a pena falar então…). Apesar de a isso não estar obrigada, a direcção da TT (Taipas-Turitermas) decidiu fazer uma apresentação pública de todos os projectos seguida de um espaço de discussão dos mesmos. Qualquer pessoa ou instituição das Taipas poderia representar-se, não se restringiu nem se descriminou ninguém. Mais, mesmo após a apresentação a porta da sede da cooperativa ficou, como sempre, aberta para qualquer outra questão ou sugestão. Os projectos, bem como toda a estratégia da Cooperativa, havia já sido discutida numa assembleia anterior, à qual, o elemento da Junta de Freguesia das Taipas havia faltado e até à data não comunicou a razão (já vês o interesse).
Daí que seja de difícil compreensão ouvir-te dizer que não se saiu do círculo que rodeia a cooperativa. A tua afirmação é tão falsa quanto mais a palavra “apresentação pública” sustenta a saída completa do tal círculo que falas.

Depois, se queres realmente fundamentar uma opinião creio que deves explicar o processo pelo seu todo e não ficar pela metade.
Primeiro, é ponto fundamental perceber do que se fala, o que são as tais ajudas do QREN, como funcionam e qual o seu âmbito… Como já é público, trata-se de um programa de apoio (Provereminho) que visa as empresas ou cooperativas que estejam ligados ao Termalismo, ou seja, se estes milhões de Euros não forem investidos na cooperativa Taipas-Turitermas não serão com certeza investidos em mais local nenhum na Vila. Por outro lado, a TT não é a única a concorrer as estas verbas, estão também a concorrer todas as empresas Termais do Minho, ou seja, se abdicarmos de concorrer a estas verbas, além de não nos fortalecermos estaremos a dosear ainda mais as Termas vizinhas que são nossos concorrentes directos, afundando a TT ainda mais. Para além disso convém referir que os 70% são a comparticipação mínima que o referido fundo comparticipará, mas dada a conjuntura económica actual prevê-se que o mais certo seja que a comparticipação seja superior a 85%, aliás como foi referido na apresentação pública, onde creio teres estado presente.

Na realidade, foi isto que foi a votação na assembleia municipal da passada semana. Votar contra ou a favor da possibilidade da TT poder realizar projectos e entrar neste concurso aos fundos comunitários para poder melhorar as suas estruturas.

Existe com certeza um outro horizonte que é a questão de concordar ou não com os projectos, concordar ou não com a forma como se pretende que esses mesmos projectos encaixem com a estratégia da Cooperativa. Mas aí a discussão deverá ter lugar nos locais próprios. Como referi anteriormente, foi feita uma apresentação pública e para além disso a porta da cooperativa está sempre aberta para qualquer esclarecimento e sugestão, sendo que no teu caso essa ligação é ainda mais fácil e directa pois todos nos conhecemos de longa data e creio que nunca houve nenhum impedimento para o diálogo.
Apesar disso nunca quiseste usar todas as possibilidades que tiveste para dar o teu contributo e ajudar a ajustar e melhor os projectos. No entanto, não te coíbes agora desta razia verbal, mas pior, dizer que votavas contra a possibilidade da TT participar no concurso a fundos de investimento quando no fundo o que te preocupa é o desenho dos projectos em si. Não é de fácil compreensão de Facto.

(CONTINUA)

De José Maia Freitas a 30.09.2011 às 16:23

Indo agora para a questão da opinião sobre os projectos, poderei dizer o seguinte:

Começa logo por ser incompreensível que num projecto que envolve o edifício dos Banhos Novos, o edifício da fisioterapia, o parque, o ringue e o parque de campismo, fales apenas de uma pala, que pouco significado terá tanto em termos de custo como em termos de impacto de todo o projecto. Além de incompreensível parece-me desonesto até. Todo o enquadramento que se pretende para aquela zona tem como fim uma sinergia e redução de custos operacionais num edifício que dará apoio ao parque, ao ringue e ao parque de campismo, possibilitando o seu funcionamento durante todo o ano.
Outra questão recorrente, e também importante para contextualizar todos os projectos, é a questão da sustentabilidade do investimento, e creio que por aí também se distingue este investimento pois no final existirá retorno, não representará apenas um gasto.
Perder esta possibilidade, deixar passar estes fundos com a faculdade de a cooperativa ter de entrar apenas com 15%-30% do investimento seria, no meu entender, uma grande tolice, já para não falar da forma como irão alavancar muitos outros negócios e emprego na Vila.
Concordo que as outras possibilidades que falas são também importantes para Vila, mas acredito veemente que neste momento, com a conjuntura económica actual, será mais importante investir em algo que traga retorno, facilitando a sustentabilidade.
As piscinas mereciam outro texto que não tem aqui o espaço nem o tempo para o discutir. Direi apenas que, como toda a gente sabe, será para uma segunda fase e arrancará apenas quando abrirem fundos específicos para equipamentos dessa índole. Será com certeza um equipamento onde se contará com a parceria dos Bombeiros e muitas outras empresas e associações da Vila e será de fácil sustentabilidade e com certeza uma mais-valia para a Vila.

Tudo isto poderá ser conversado e discutido quando quiseres, mas a mim o que me impressiona é que o estado degradado do património da TT serviu para criticar a sua direcção, e agora a recuperação do mesmo parece dar direito na mesma à crítica voraz e até por vezes descabida, sobretudo quando já se deu provas de melhoria na gestão da referida cooperativa e se dá abertura para a discussão pública das intervenções, enfim…


Para terminar, parece-me que as tuas últimas palavras são de facto insultuosas para as pessoas que, tal como eu, tem dado muito do seu tempo e disponibilidade á dinamização da TT sem ter um mínimo de ambição politica nem qualquer filiação partidária. E é caricato que quando as Coisas estão mal pede-se explicações e responsabilidades a quem detêm a cooperativa (accionista), quando o detentor investe e tenta melhorar a referida cooperativa diz-se que tem uma relação nauseabunda… não há palavras…

O que eu sei por experiência é que, infelizmente, em Portugal é fácil manipular o povo com discursos extremistas e separatistas, para depois de seguida se enganar e roubar esse mesmo povo. Mais infeliz ainda é saber que as Taipas é uma dessas localidades onde se praticam actos desonestos e ilegais sem conta (diz-se que um lar de idosos foi chumbado, vai se buscar eleitores (sobretudo idosos) a casa a quem se impõem um sentido de voto, fazem-se negócios abusivos como o da Pensão vilas, rouba-se areia do rio aos olhos de toda a gente, criam-se associações apenas para formalizar as transferências de dinheiro para a JSD, e por aí fora…), e no final a sua população, de uma forma cega e anestesiada, deixa-se roubar e preocupa-se apenas com esta guerra inócua com Guimarães. Eu não estou aqui para defender Guimarães, estou aqui para fazer as Taipas progredir, por isso não me peçam para aderir a essa cegueira, que como disse anteriormente, chega a ser desonesta.

Atentamente

José Maia Freitas

De José Henrique Cunha a 01.10.2011 às 16:35

Meu Caro Zé Maia,

Quem muito fala, muito enfada e dizem que a verdade contenta-se com poucas palavras. Comentar um post de 471 palavras com 1304 Palavras, é dose!

Um adágio iraniano diz o seguinte: "A verdade é um espelho que caiu das mãos de Deus e quebrou-se. Cada um recolhe o pedaço e diz que toda a verdade está naquele caco."

Vamos por partes:

1º - Não fui que dei um cunho político à Taipas Turitermas ! Foi a Câmara Municipal de Guimarães ao convidar, repetidamente, os vencidos das eleições autárquicas pelas listas do partido que lhe dá apoio político, no caso o Partido Socialista, e quem coniventemente aceita nestas condições ocupar os cargos. E portanto, nesse sentido, um problema que cheira mal há muito tempo passa a ser NAUSEABUNDO. Quem boa cama faz, nela se deita.

2º - Não digo em lado nenhum que não houve apresentação pública, digo e volto a repetir: “pergunto-me se os projectos (…) tiveram o apropriado escrutínio e auscultação fora do actual círculo que apoia e rodeia os actuais decisores da cooperativa e Câmara Municipal de Guimarães?”

E depois eu é que digo inverdades e meias verdades!

3º - Quanto a projectos, candidaturas e emitir opinião, já tive oportunidade, neste blogue e muito antes de serem apresentados estes projectos, antes mesmo do resultado das últimas eleições autárquicas, de elencar linhas orientadoras e estratégicas para o desenvolvimento de Caldas das Taipas.

Em relação ao parque já conheces a minha opinião e em relação aos Banhos Novos, tenho algumas dúvidas que o caminho escolhido seja o melhor, mas dou o benefício da dúvida.

Não decido em função do timing nem de inevitabilidades.

Portanto meu Caro, não tentes puxar-me para a lama dando a ideia que digo as coisas na sombra e fora do tempo. Digo-as quando quero e onde eu quero, isso sim. E não me escondo atrás de pseudónimos. Não agrada a muita gente? Paciência, não é problema meu e durmo muito bem com isso.

Finalizaria dizendo-te a ti e a teus companheiros, não confundam pessoas com instituições, nem vice-versa, não personalizem os temas. Que fique claro, tenho o maior respeito e reconhecimento por muitos de vós, mas isso não me obriga a estar de acordo convosco, nem sequer a calar-me. A seu tempo apreciaremos a actual gestão da Taipas Turitermas , que com certeza já fez coisas muito boas.

Não há só um caminho para chegar a Roma e essa é que é a questão. Segui outro trilho.

Dou por terminado o teu tempo para usares da palavra neste post :)

Incluindo estas, só usei 432 palavras!

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