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Taipas Turitermas e Quinta do Monte

por José Henrique Cunha, em 30.10.09

 

"Procure ser um homem de valor, em vez de ser um homem de sucesso."

Albert Einstein
 
 
Na substituição de José Luís Oliveira por Ricardo Costa na presidência da Taipas Turitemas, decisão da responsabilidade do accionista maioritário da cooperativa, reside para mim uma clara divergência conceptual do que deve ser o exercício do poder político, e deste, no relacionamento institucional entre os vários organismos públicos, público-privados e privados.
 
Acho perfeitamente natural que a Câmara Municipal de Guimarães, enquanto detentora da maioria do capital da Taipas Turitermas, escolha alguém da sua confiança para a representar na presidência desta empresa. Outra coisa completamente diferente é a sistemática politização a que tem sido submetida esta cooperativa, situação que eu repúdio em absoluto.
 
Em primeiro lugar há que registar a quebra de confiança entre José Luís Oliveira e a CMG, porque se aquele predicado é o ponto de partida para a nomeação, conforme tem referido o próprio António Magalhães, então, só a ausência deste explica a necessidade de interromper um mandato. Não sei qual será a versão oficial para a saída de José Luís Oliveira, contudo, estou seguro que a tramóia foi preparada tendo sido comunicada ao destituído como facto consumado.
 
Em segundo lugar esta atitude em nada abona a favor da pacificação entre Câmara – eleitores taipenses – Junta de Freguesia. Não é este o caminho para a desejada e necessária reconciliação. Vamos reviver a gincana política nas sessões da Assembleia de Freguesia, criando-se, porventura, mais atritos entre responsáveis com responsabilidades em duas instituições – Junta de Freguesia e Taipas Turitermas – que deveriam estar juntas na definição de uma estratégia de desenvolvimento para a vila.   
 
Em terceiro lugar, aceitaria esta nomeação, se Ricardo Costa renunciasse ao seu lugar de deputado na Assembleia de Freguesia, fazendo uma clara separação de águas entre o exercício político e a gestão da coisa pública. Assim, fica a ideia, não sei se corresponde à verdade ou não nem é para mim isso relevante, mas fica a ideia, dizia eu, que estão a preparar uma recandidatura de Ricardo Costa. Bem sei que o Partido Socialista teve 1227 votos nas autárquicas e os principais obreiros dessa candidatura não podem desapontar os eleitores que neles votaram mas, em defesa da transparência, exigia-se outra atitude.
 
Por último, fazendo tábua rasa do que aqui reflecti, ficaria satisfeito se o parque de lazer fosse ampliado e requalificado, se os Banhos Velhos fossem requalificados, se fosse repensado e melhorado o serviço prestado pelas termas, recuperado o parque de campismo e melhorada a gestão das piscinas. O desafio é grande e as pessoas vão querer cobrar um preço elevado.
 
Uma nota, para já sumária, sobre um tema que merecerá nos próximos tempos, com toda a certeza, discussão na praça pública.
Consta que se realizou esta semana a escritura pública da venda dos terrenos da Quinta do Monte a uma empresa que pretende edificar, nesses terrenos, uma bomba de gasolina com abertura de uma nova artéria entre a Rua Comandante Carvalho Crato e a Rua Bento Ribeiro Salgado. Isto na mesma semana em que a Câmara Municipal de Guimarães deliberou que a obra para construção do Centro Escolar, a edificar na escola do Pinheiral, será por ajuste directo. É sabido que a CMG, com a decisão de construir naquela zona um Centro Escolar, tinha ali um problema de reordenamento de trânsito.
 

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1 comentário

De quim vilas a 30.10.2009 às 08:55

vão "crer" cobrar - ou vão querer.
Desculpa lá

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José Henrique Cunha

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